Meus dias começaram a ser um pouco melhores.
Confesso que estou começando a pensar em tomar as medicações que me passaram, mas estou com medo de ficar dependente, de ficar mais prostrada do que já estou. Eu preciso atender minhas clientes. Meu laudo no INSS é daqui 17 dias, e não terei salário até lá. Talvez eu receba um pouco antes do Natal, ou só em janeiro.
Meu Deus, não deixa isso acontecer.... bom, de qualquer forma, preciso voltar a trabalhar.
A semana foi mais tranquila sim, mas ainda continuo experimentando um turbilhão de sentimentos, de emoções e coisas desse tipo. As vezes, "sinto", "vivo", as 4 estações em um mesmo dia.
Na quarta feira, consegui ir a MINHA igreja. Foi bom sim, foi gostoso sim, quero voltar, participar de mais cultos ali. Nossa como é bom ouvir o meu Paistor pregar. Mas ainda não senti vontade de congregar ali, de voltar a trabalhar naquela obra. Sei que é estranho, mas ainda existem muitas feridas na alma, e isso matou e muito o meu prazer de estar ali. Mas nada melhor do que o tempo não é?
Eu estou confusa, estou angustiada, e até um pouco desesperada. Não sei se a minha igreja, no momento, irá suprir as minhas carências.
Mas eu me senti sim, muito bem lá. Cheguei em casa e antes de dormir, consegui fazer uma oração. Foi uma longa conversa com Deus. Calma, serena e sem desesperos.
Na quinta aconteceu algo que eu não espera, nem imaginava.
Meu marido me mandou uma mensagem, dizendo que queria conversar comigo sobre um dinheiro que estava para entrar. Achei super estranho. Ele mandou a mensagem cedo, mas só li lá pelas 17h.
Na mesma hora liguei para ele.
Até agora eu não acredito no que aconteceu.
Ele pediu, que eu ligasse para a dona do carro, e perguntasse, se ela tinha o interesse em pegar o carro de volta. Porque ele está enrolado e não vai conseguir assumir as prestações. assim, ela devolve a ele o dinheiro que ele deu até agora, e ele me dá a metade.
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Não entendi, não acreditei. Enfim, não esperava isso nunca.
O carro é tudo pra ele.E fora isso, lembro dele ter falado com a mãe dele, que não tinha que me dá nenhum centavo do carro, porque o carro nem estava no nome dele.
Ele ainda disse, que sabia que eu estava precisando desse dinheiro para terminar de construir minha casa, e que seria bom. Eu disse que sim, mas que achava um absurdo ele devolver o carro. Só faltam 8 prestações. Mas ele disse que não tinha jeito, que ele estava devendo até as cuecas, e que não tinha mais onde fazer empréstimo.
Eu liguei para ela, fiz o que ele pediu, e ela mandou que ele fosse na casa dela a noite.
Dei o recado, e ele antes de desligar me perguntou: _Acho que esse assunto também diz respeito a você. Você não acha melhor ir junto?
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Eu sou humana e lógico que pensei desde o início:
_Ele só me ligou pra fazer isso sobre o carro, porque ele sabe que se eu não autorizar, a dona do carro não devolve o dinheiro, e nem deixa ele revender o carro. A mulher é cristã, serva de Deus, e está me apoiando desde o início da separação. Imaginei também que ele me chamou para ir junto, só por um certo medo, um certo constrangimento. Eu faço isso quando tenho que resolver algum problema relacionado a dinheiro, geralmente, mando recado por alguém, ou levo minha mãe junto.
Contudo, prefiro acreditar, que foi Deus respondendo a minha oração de quarta feira, e dando ao meu marido um pouco de humanidade.
Foi o Senhor que deu a ele um pouco de sentimento por mim, e fez ele pensar tipo:
"Puxa vida, eu vivi com ela 5 anos, ela é mãe da minha filha, se ela estiver bem, minha filha ficará bem. não posso ser injusto com ela, ou tentar passar a perna nela."
Quero acreditar que Deus, fez ele pensar nessas coisas.
O mais engraçado disso tudo, foi que ao voltar pra casa, eu me esforcei para lembrar o que eu tinha falado com Deus, mas não consegui me lembrar de muita coisa.
Bom, lá ficou resolvido que eles vão dar a metade em dinheiro, e eu abri mão dessa parte para ele. Ele está precisando do dinheiro para agora, e eu nem imaginava na possibilidade desse dinheiro vir parar na minha mão. A metade, eles dividiram, e essa sim virá para a minha mão.
apesar de a todo tempo, nós termos falado em: Pensão, Minha conta, Sua parte, e coisas desse tipo, vocês não imaginam como foi uma conversa agradável. Quem chegasse ali, jamais imaginaria que estávamos separados, até porque, nunca fomos dados a contato físico na frente das pessoas. Então, ninguém diria que estamos separados.
Bom viemos embora, e no ponto, enquanto eu esperava o ônibus, perguntei se ele tinha ficado satisfeito e ele me disse:
_Como? vou ficar sem carro!
Eu disse que ainda achava uma decisão precipitada, mas o que eu queria dizer mesmo era...
"puxa vida, você prefere abrir mão do seu carro, a reconhecer que está fazendo tudo errado, e que era melhor voltar pra sua casa e sua família?"
Eu não sabia se ficava triste ou feliz. Contudo, tinha certeza de que tinha sido o agir de Deus.
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