Quando minha sogra começou a me contar as coisas que ele tinha dito, tive a certeza de que o caso era mais grave do que eu imagina.
Ele mentiu!
Disse que já estávamos separados a um mês, e que eu sabia que ele estava livre e que não tinha mais que me dar satisfação.
Só que antes dessa ele contou uma muito pior. Teve a cara de pau de dizer pra mãe dele que nosso casamento já tinha acabado desde o nascimento da nossa filha. Lógico que minha sogra não deixou barato e disse que isso era mentira, tanto que ele nem dormia mais em casa e que sabia que nós estávamos vivendo muito bem.
Ela repreendeu ele e disse que isso não era de Deus. que ele conhecia a Palavra e sabia que se me abandonasse não podia arrumar outra mulher, pois era ele quem estava em adultério e não eu. Perguntou pra ele se ele estava preparado para ver eu refazer a minha vida com outra pessoa, e mais ainda, se estava disposto a abrir mão da filha dele.
Ele ficou doido com relação a filha e disse que isso não tinha nada haver, que ele ia continuar sendo pai da menina e vendo ela. Então minha sogra falou:
_Só que quando a sua esposa arrumar outra pessoa, e essa pessoas estiver com ela todo o tempo, não vai ser você que a menina chamará de pai. Pai é quem cria. Você sabe disso.
Ele ficou quieto, balançando a cabeça negativamente, depois ficou pensativo.
Quando viu que não tinha mais argumentos, partiu pra se fazer de coitadinho.
Disse que quando eu sai de casa, ninguém ficou falando na minha cabeça, ninguém foi contra mim, e que ninguém viu o que ele sofreu lá naquela casa sozinho.
Ohhhh pobre coitado do meu marido! Minha sogra trouxe a memória dele, que eu tinha falado que ia voltar e que foi ele quem pediu pra que eu ficasse mais um pouco aqui na minha mãe até ele arrumar a casa. Lembrou ele também que do jeito que ele estava se portando e já que ele não tinha feito nenhuma reforma na casa, todos acharam que ele ia se mudar para cá.
Ele viu que não tinha muito argumento e foi embora, afirmando que acabou e ponto.
Eu cheguei, deixei nossa filha com ele e me enfiei na casa de minha sogra.
Ele ficou me cercando pensativo, tratei ele normalmente como se fosse uma pessoa qualquer.Chamei ele pelo nome e mantive um sorriso nos lábios, um olhar carinhoso.
Na hora em que nós estávamos indo para a igreja, ele me chamou lá em casa, eu tremia tanto. Me deu parte do dinheiro do mês e disse que me dava o resto no vale, me entregou as chaves aqui de casa, e perguntou onde estava a dele, e eu disse que só entregaria quando pegasse as minhas coisas, e por fim me perguntou: _Quando vou poder ver minha filha?
_Daqui 15 dias!
Lógico que ele não gostou nada da ideia, mas se ele está disposto a separar, então que pague o preço por isso.
Fui pra igreja, e desabei. Aliás não só eu, minha irmã, cunhada, sogra, sobrinhos, enfim, o clima no culto foi de lágrimas. Todos choravam.
Me senti apoiada, mas mesmo assim a dor era muito grande.
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