Nem acredito que sou eu postando essa mensagem.
Porque é muito dificil pra mim, ficar calada, ver as coisas acontecendo e não falar nada.
Não consigo não contar as coisas que acontecem comigo, nem que seja aqui no blog.
Mas não é nem nesse aspecto que quero falar não, e sim sobre a perda da grande oportunidade de ficar calada.
Nesse fim de semana, tive a chance de passar o domingo com 2 de meus irmãos. Fui pra casa de minha irmã, e lá também estava meu irmão.
Ele vem de um quadro, de afastamento da presença do Senhor.
É quase um pastor, mas pelo que percebi, vinha se desviando por conta de adultério. Infelizmente nossa família insiste em pecar nessa área, e quando não é adultério são as drogas.
Continuando, eu não entrei em detalhes com ele, até porque a esposa dele estava lá e não convinha.
Quando eu cheguei, me alegrei muito em vê que os dois estavam deitados, juntinhos no sofá, vendo filme.
Minha irmã foi pro quarto comigo e ficamos alguns bons minutos juntas.
Eu tive um domingo péssimo, já tinha chorado e pela primeira vez nesses quase 3 meses, me irado com o meu marido. Mas como disse ontem por enquanto não vou contar o que aconteceu, deixa passar mais uns dias.
Eu cheguei tarde e logo já estava na hora de irmos para a igreja, e assim fizemos, fui eu e minha irmã para a EBD, e nossa cunhada foi logo depois. Nosso irmão chegou um pouco atrasado para o culto mas foi.
O culto foi uma benção. Sai de lá me sentindo em paz. Minha cunhada deu testemunho glorificando o Senhor por ter levado o esposo dela a igreja, depois de uma semana de oração. Glória a Deus!
Até aí, tudo lindo, tudo maravilhoso, voltamos pra casa da minha irmã, jantamos e viemos embora.
Vim de carona com meu irmão.
Não sei se já aconteceu com vocês, mas saibam que não existe situação mais constrangedora do que um casal brigando na sua frente, pior ainda é quando os filhos desse casal estão perto também. E foi isso o que aconteceu. Meu irmão comentou que não queria passar o fim de ano aqui, que queria ir para o RJ, e então eu disse a ele:
_Puxa irmão, vai depois, a virada do ano é a única data em que a gente consegue reunir o maior nº de parentes ( nossa família é extremamente grande, somos em 8 irmãos vivos e só eu tenho + de 25 sobrinhos).
E continuamos conversando outras coisas. De repente minha cunhada solta:
_Eu acho bobeira passar o ano com aquela gente, aqueles pagodes que só ficam cantando refrão, aquele povo bêbado, tomando cerveja.
Respirei fundo e disse:
_Olha flor, eu não vou pela bebedeira, nem pelo pagode, eu vou pelas pessoas, porque é um momento de se passar em família. Aprendi com a minha líder, que não me interessa quem meus parentes sejam, se são católicos ou macumbeiros, drogados ou alcóolotras, importa que são minha família. Eu vou pra estar perto dos meus irmãos.
E meu irmão completou:
_ Eu não vou pra beber, vou porque são minha família.
Acabou o assunto aqui? Não! Ela continuou:
_Eu só vou porque seu irmão vai, porque por mim eu não iria, porque essa gente nunca ajuda a gente em nada. Por mim eu ficava em casa.
_Então fica, porque pra você é fácil, sua mãe mora dentro da nossa casa, você vê ela todo dia, seus irmãos, suas tias. Faz isso, Natal e Ano Novo eu fico com a minha família e você com a sua. - disse meu irmão.
Olha, sinceramente se fosse eu no lugar dela, não tinha nem falado a primeira frase, até porque é notório que eles estão recomeçando, tentando sair de uma crise, mas será que ela não percebeu que foi infeliz no primeiro comentário? E se no segundo as coisas ficaram um pouco piores, será que não era a hora dela parar? Acho que não, porque ela ainda continuou defendendo a tese de que nossa família não vale nada e de que a dela que é a boa. Eu não conheço a família dela, e até concordo que a nossa não valha muita coisa, mas sinceramente aquele não era um momento de confronto. Eu acho a mãe dela um porre, inconveniente, mas nunca falei isso nem pra ela nem pra meu irmão.
Depois desse mal estar, veio um instante de silêncio e meu sobrinho de 14 anos, aproveitou pra mudar o rumo da conversa, dizendo que achava que a porta estava aberta.
Mudamos o assunto e meu irmão me disse que nem sabia que nossa outra irmã tinha voltado pra cá. Eu respondi que já tinha quase dois meses e ele me disse que tinha muito tempo que ele não entrava no Orkut e MSN. Pronto, era tudo o que minha cunhada precisava para soltar:
_É até bom, porque na internet não tem nada de bom, só esse povo pra infernizar a gente.
Com certeza ela quis se referir a alguma mulher.
Ela não está errada em pensar isso, até porque eu sei bem como que é isso, mas foi mais uma vez infeliz no comentário. Não precisava apontar o pecado dele assim, entre linhas, mas claro o suficiente pra que a gente entendesse. Acho que foi nesse momento que meu irmão já tinha até se arrependido de ter ido a igreja, e já nem sei se ele volta pra participar da campanha que começa na sexta feira.
Puxa vida, quanta falta de sabedoria. Que tolice.
"A mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola a destrói com suas próprias mãos."
Graças a Deus, nunca briguei com meu marido na frente de ninguém, eu errei sim, contando nossas brigas para minhas amigas, minha sogra, mas nunca fiquei jogando ponta pra ele na frente de outras pessoas. Dando indiretas.
Eu vejo tanto disso e sempre achei feio. Tinha dias em que ele falava alguma coisa comigo, que eu sabia que tinha resposta a altura pra dar, ou que se eu abrisse a boca pra responder ele passaria a maior vergonha, mas eu respirava fundo e me calava. As vezes meus olhos enchiam de água, mas eu respirava fundo, porque sabia que aquela não era a melhor hora de responder.
As vezes eu esperava dias e quando estávamos conversando numa boa, eu dizia: _Sabe aquele dia? Fiquei muito triste com o que você me falou. Puxa, você me ofendeu na frente dos seus amigos. - Ou algo parecido.
Ele muitas vezes parava, me olhava e pedia desculpas. Em outras não me dava razão e quando isso acontecia, eu dava o caso por encerrado porque sabia que seria perda de tempo e que poderia trazer uma briga maior.
Casamento é uma coisa louca mesmo. Fico analisando vários casais conhecidos. Tem aqueles que se ofendem na frente de todo mundo, aqueles que caem na mão, e todos os que eu conheço quem provoca é a mulher. Casamentos onde o marido trai e no dia seguinte já está agarrado e defendendo a esposa.
E aí eu paro e olho para o meu. Muita gente, sentia inveja de nós, por nunca nos ver fazendo esse tipo de escândalo. Quando saí de casa, muita gente me disse que não imagina que a gente tivesse problemas, porque nunca viram a gente brigar.
Nós sempre brigamos, como qualquer outro casal, mas sempre tivemos respeito um pelo outro. Não gritávamos, não nos ofendíamos com palavrões, esperávamos as crianças dormirem para termos nossas DR, coisas desse tipo. Nos momentos de fúria jamais coloquei a mão nele, ou tampei algo que pudesse o acertar. E hoje sinceramente não consigo entender o porque de meu esposo estar com OM, que com certeza em breve (se já não fez), estará fazendo com ele essas coisas. E de todos os casais que conheço os quais me lembrei para escrever esse post, o meu é o único que passou por algo tão grave assim. Até o amigo dele, que foi quem apresentou a OM, está chocado. Disse que meu marido está doido. Que aquilo não é mulher para se viver com ela, muito menos abandonar filha e esposa,.
Eu reconheço que errei em um setor: Insubmissão, mas foi só isso. Vejo tantos casamentos recheados de todos os problemas, olho pro meu e vejo só a insubordinação e me pergunto: _Porque, só por esse motivo, meu casamento foi destruído?
Vigia mulher de Deus! Não confronte seu marido na frente das pessoas, na frente dos parentes dele. não seja atrevida, abusada. Por favor, respeite seus filhos, as visitas. Não dê brechas para o inimigo, porque ele sempre entra por elas. E uma hora a casa cai.
Beijos.
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