sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A minha decisão ( parte 2)

Aos poucos fui conversando com ele, dizendo o quanto eu o amava e que separação era tudo o que eu não queria. Não perguntei se ele me amava, nem se queria continuar casado, achei desnecessário esse tipo de pergunta. Nós já estávamos desgastados diante de tantas confusões, e eu não queria afrontá-lo com suas duvidas. Naquele momento queria mostrar pra ele o quanto eu o amava e o respeitava, e o quanto o nosso casamento era importante, que não seria uma casa que iria nos separar. 
Disse também que esperava dele responsabilidade e amadurecimento e que ao contrário do que ele pensava eu também amava trocar de carro, mas que a gente tinha que priorizar a familia antes de qualquer coisa. Falei que precisava me sentir segura novamente ao lado dele, e que nossos filhos também precisavam dessa segurança, dessa proteção.
Deixei de querer impor minha vontade e me coloquei no papel de esposa submissa; pode parecer bobeira ou ridículo, mas os homens gostam disso, de estar no controle, de serem consultados antes de nós tomarmos uma decisão, por mais que digam "a escolha é sua", ou "você é quem decide", não custa nada deixar eles pensarem que estão mandando. O tempo tem me mostrado que quase sempre (acho que 95% ou mais das vezes) nós mulheres conseguimos tudo o que queremos de nossos maridos, é tudo uma questão de jeito, paciência, de como falar e quando falar. Por isso perguntei se ele deixaria eu dormir na casa da minha mãe alguns dias da semana, já que eu trabalho lá, e que ia ficar difícil acordar muito cedo e sair com a pequena, ou trabalhar até tarde e ir pra casa muito de noite. Além disso tinha também meu filho que estava precisando de mim.
Bom sobre querer morar perto da minha mãe, disse que ele nunca passaria pelo o que eu irei passar, pois ao contrário de mim, ele tem outros cinco irmãos, com quem irá dividir a responsabilidade da mãe dele, quando essa ficar velhinha, eu não; eu estou sozinha nessa, minha mãe só tem a mim e aos meus filhos. Expliquei que estou na fase de cuidar da minha casa, meu marido e meus filhos e que daqui alguns anos, estarei na idade de cuidar da minha mãe, e que vou precisar dele para me ajudar.
Ao contrário do que imaginei, chorei pouco em relação as nossas conversas anteriores, talvez por estar me sentindo mais leve, por saber que apesar de não ser o que eu queria, era o que Deus queria que eu fizesse.
É melhor obedecer do que sacrificar! Aquele foi um dos momentos em que essa frase fez todo o sentido.
Evitei ser repetitiva, evitei demorar também, toda a nossa conversa não deve ter demorado 15 minutos. 
Parei de falar e ele me deu um abraço terno e confortante. Estava tão cansada que adormeci rapidamente, acho que ele nem percebeu, porque acordei com ele dizendo:
_Dezembro!
_Dezembro? Dezembro o quê perguntei, sonolenta.
_Fica na sua mãe até dezembro, enquanto isso eu arrumo a casa, nossa filha não pode ficar no meio de poeira de obra.
_Mas e a gente? A gente está bem? 
_Sim! Estamos bem.

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