Conversar com minha mãe também não foi nada fácil. Ela não concorda de forma alguma com a minha volta pra casa. É bem verdade que ela tem os motivos dela, mais relacionados a conforto e bem estar do que a relacionamento. Ela acha que a casa é tudo de ruim. E eu sei que sou culpada disso, pois muito contribui para que ela pensasse assim. Ela chorou muito e disse que esperou uma vida inteira para que nós duas tivéssemos o relacionamento que temos agora, estamos mais amigas, cúmplices. Sabemos sentar e dividir idéias, coisa que nunca fizemos antes. Acho que foi mais difícil conversar com ela do que com ele. Ela ficou dia sem conversar, nem queria pegar minha filha no colo, foi horrível. Ao invés de brigar, discutir ou me justificar, lembrei da ovelha muda e me calei. De nada ia adiantar, só ia aumentar a ira dela. Isso mesmo: IRA; vocês não imaginam como que minha mãe fica quando é contrariada, ainda mais quando o assunto envolve os netos dela. É lógico que ela sente minha falta, mas viver longe dos netos dela é inadmissível pra ela.
Bom os dias foram passando e confesso que arrumei uma dor na coluna tremenda de tanto carregar bolsa e nenem pra cima e pra baixo. Realmente ficou muito mais cansativo do que já era antes. Mas fazer o quê? Eu não podia voltar atrás do que tinha combinado, falei que ia dormir mais vezes lá e tinha que cumprir.
Isso não durou um mês, meu marido começou a fazer um curso de eletricista, sai as 17h do serviço e entra as 18h no curso que só acaba as 22h. Só chega em casa as 23h por aí. Pra quem vai acordar as 5:55h, começou a ficar sem noção eu ir pra lá só pra dormir, literalmente falando. Com isso nos vemos a cada 4 dias nas folgas dele, e como elas são rolantes, geralmente ele é quem tem vindo ficar comigo aqui. Quando tem folga no serviço, tem curso, quando tem folga no curso, tem serviço, é raro um fim de semana como o de hoje, onde ele está de folga dos dois, e estar aqui em casa desde 6ª feira.
Como estou? Feliz da vida! Mas isso é assunto pra outro post, rsrsrs
Beijos!!!!!!!!!!!!!!
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Olá!! Obrigado pela paciência em ler meus longos textos, se tiver mais um tempinho, escreva para mim. Será um prazer lhe responder.