quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A minha decisão ( parte 1)

Sai do culto e peguei o primeiro ônibus pra casa. Não liguei pra ninguém, não avisei nada, peguei e fui.
Tinha passado o dia pedindo a Deus que falasse comigo, que me mostrasse o que fazer e que atitude tomar, e estava sensível a Sua voz. Só que quando pedimos isso esquecemos que Deus irá falar o que Ele pensa, não o que a gente quer ouvir ou o que agrada o nosso coração, ou nossa alma.
Cheguei em casa já passava das 22:30, meu marido ficou na porta meio sem ação, não sei o que ele pensou, mas creio que imaginou que eu fosse tocar no assunto da foto. Se enganou. Entrei como se nada tivesse acontecido, como se tudo estivesse a mil maravilhas, como se eu não tivesse chorado um dia e uma noite inteira (não fosse os olhos inchados ele nem notaria).
Fui deitando nossa filha no cantinho da cama e me ajeitando também, nossa menina dormiu, e quando ele menos esperou eu disse:
_Marido, você acha que até dia 15 dá pra você fazer uma compra do mês?
_Não sei, acho que não, mas porque? (Ele perguntou sorrindo.)
_Assim que você fizer me avisa ok?.............. Eu venho!
Dali em diante, comecei a falar o que estava em meu coração, mas tudo com muita sabedoria. Em momento nenhum eu o humilhei ou apontei os erros dele. Pelo contrário, apontei os meus. Assumi que estava errada por ter saído de casa, por ter de alguma forma contribuído para que a família dele ficasse contra ele, por ter encostado ele na parede e por ter tentado impor a minha vontade.
Ele como sempre ouviu tudo em silêncio, continuei  dizendo como eu estava me sentindo com tudo aquilo, dessa vez não falei da casa e de como eu me sentia mal ali, mas disse como eu me sentia bem morando perto do meu filho e da minha mãe, expliquei que ela me ajudava muito e que era tudo o que eu tinha. Disse que eu tinha medo de voltar pra casa e de ele não me respeitar, que tinha medo de não valer a pena. Contei que tinha conversado com o meu filho e que estava mais tranquila em relação a ele..........

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